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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

[Projeto Memória] Maestro Felinho: O mestre nas variações no Frevo Vassourinhas

Nasceu na cidade do Bonito, aos 14 de dezembro de 1895. Logo cedo iniciou os estudos de solfejo com João Archelau Lins de Albuquerque, seu tio paterno, que possuía sólidos conhecimentos musicais e exigia do sobrinho, que lesse música em todas as claves.

Teve, assim, um profundo ensinamento musical, tanto que, aos quinze anos de idade, tornou-se regente de bandas de música de várias cidades, como Catende, Ribeirão, Barreiros e sua própria cidade natal.

Com Antônio de Holanda, clarinetista que viveu muitos anos no Rio de Janeiro-RJ, aprendeu clarinete e trombone. Trocando o interior pela capital, Felinho começou a tocar clarinete em cassinos e cinemas.

A partir da década de 1920, teve inicio suas constantes viagens ao interior do Estado, onde retomou sua função de regente de banda e, ao mesmo tempo, passou a lecionar música aos filhos dos usineiros.

Em 1932, foi trabalhar na PRA 8, Rádio clube de Pernambuco, onde chefiou um regional, o famoso regional do Felinho e criou o Quarteto de Saxofones Ladário Teixeira, em homenagem ao saxofonista mineiro. Paralelamente, integrava a Orquestra de Concertos e inaugurou, como flautista, a Orquestra Sinfônica de Recife-PE.

Em meio a tanta agitação profissional, nunca lhe faltou tempo para as mais belas composições, como os choros “Amoroso”, “Apaixonado”, “A Vida é um Choro” e as valsas “Olhos que Mentem”, “Silêncio” e “Triste Consolo”, dedicada àquela que era sua namorada na época e que, depois, tornou-se sua esposa.

As variações para clarinete, introduzidas por ele no frevo “Vassourinhas”, tornaram-no conhecido e admirado. Veio a falecer no Recife, no dia 9 de janeiro de 1980, deixando uma vasta obra musical.

 Outras de suas obras:

“Formigão”, “Formigueiro”, “Pretensioso”, “Meu Choro a São João”, “Contemplando”, “Venha para o Choro, seu Paiva”, “Sacrifício por Amor”, “A Saudade Vive Comigo”, “Soluços”, “Suave Tortura”, “Delírio de Amor”, “Triste Consolo”, valsa, resgatada no LP “Compositores Pernambucanos no 1”, da FUNDAJ, em 1987.



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