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quinta-feira, 26 de julho de 2018

26 de julho – Dia dos Avós, Cuidar é amar: Por Bruna Batista

O dia 26 de julho é dedicado aos avós, como forma de agradecer e homenagear toda consideração, afeto e dedicação que os vovôs e vovós doam aos seus netos, diante da participação e colaboração destes no desenvolvimento da criança, representado muitas vezes pela simbologia do mimar, cuidar, educar e auxiliar os netos nas suas travessuras, muitas vezes como ‘segundo pai/segunda mãe”.

É importante lembrar que: os avós podem ajudar na educação e regras, porém é fundamental que a criança tenha a participação e amor dos pais, a ausência desses, pode deixar marcas profundas na autoestima e segurança das crianças, mesmo com a presença e todo amor dos avós. Com a vida corrida, compromissos que consomem cada vez mais tempo, precisamos parar um instante, para desenvolver um olhar reflexivo e de cuidado para aqueles que já estão com a idade mais avançada, a terceira idade.

O isolamento social afetivo e o bem-estar do idoso andam sendo esquecidos, por isso se torna de extrema importância abordar e discutir essa demanda. Muitas vezes acompanhados da solidão prolongada, o isolamento tem sido associado a uma serie de doenças mentais e físicas, tais como hipertensão, alzheimer, depressão, transtornos da personalidade e até mesmo o suicídio. É lembrar que a solidão/abandono potencializa o adoecimento do idoso.

A solidão e o isolamento tende a ser visto como um fato isolado, passageiro, sendo até mal interpretado como excesso de sensibilidade, quando na verdade é um tema delicado que pode estar atrelado a outros quadros, esse período é de muitas transformações marcado pelas perdas e afastamentos.

O apoio de familiares e amigos é um fator de proteção contra o sentimento da solidão. Uma vez que o idoso se sente amparado e bem atendido dentro das suas possíveis limitações, ele sente-se mais confiante em possibilitar-se viver. Inclusive viver sua independência, no sentido de “estar sozinho” e construir um momento de dedicação pessoal, momento de fazer as coisas que gosta e que trazem o bem-estar. Um importante indicador é a participação social, a presença do idoso em atividades em grupos contribui satisfatoriamente para melhoria da autoestima e autonomia.

O idoso não é um ser passivo, ele tem potencial para realizar diversas atividades e necessita de incentivo e respeito para vivenciar a velhice de maneira feliz e saudável. Essa fase não deve ser vista como o fim de um ciclo, mas como uma das fases naturais do curso da vida de qualquer pessoa, que precisa ser vivenciada em sua plenitude.

Busque alternativas de inserir o idoso em atividades que lhe passem a sensação de utilidade e prazer, como: dança, jogos, passeios, terapia em grupo, atividades físicas e outras. Socializar é fundamental. Em casos que necessitem que um suporte maior e família busque por abrigos, é importante conhecer a dinâmica e movimento do local, lembrando que a participação da família e amigos nesses espaços é de fundamental importância, mesmo com a presença de profissionais e outros pacientes se não houver o suporte em conjunto o sentimento de solidão, abandono e isolamento não são anulados. Esteja perto, esteja presente, o amor é o maior seio de cuidado e recuperação.

Feliz Dia dos Avós


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