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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Conecte-se ao que importa! - Por Bruna Batista Santos

Desde muito cedo, as crianças passam a ter contato com algum tipo de aparelho eletrônico, a utilização da tecnologia começa cada vez mais precoce e freqüente, é comum ouvir questionamentos voltados a influência desses no desenvolvimento social, psicológico, cognitivo e afetivo da criança, bem como, alguns conflitos no meio familiar diante da dependência da criança ou do adolescente e conseqüentemente o distanciamento das relações interpessoais. Mas e quando acontece a situação inversa?

Se pensarmos no aparelho celular, é notório que sua principal função seria a aproximação social. Ele pode ser destacado como um dos principais instrumentos de comunicação, pois ele se tornou uma ferramenta fundamental na agilidade dos processos da vida diária já que o tempo se tornou o nosso principal vilão. Hoje se busca a praticidade, a agilidade, o diferencial. Porém, o uso exagerado da tecnologia deixa crianças, adolescentes e adultos, desconectados do mundo real.

Tendo em vista que esta temática está tomando maior proporção na sociedade, foi lançada a campanha ‘Conecte-se ao que importa” pelo programa Defesa dos direitos da criança e do adolescente (Dedica) a campanha tem o propósito de enfrentamento de uma das formas atuais do abandono, caracterizada como violência virtual que se inicia com a negligencia dos pais e cuidadores de grande parte das crianças e adolescentes pelo desvio de seus olhares e atenção para as telas do mundo virtual. Alertar para esta situação de omissão do cuidar é a primeira etapa da campanha.

Visto que o momento atual nos coloca como rivais do tempo, frente a diversas obrigações e atividades diárias, diante da soma dos fatores que nos englobam, os pais já quase não dispõem de tempo para interagir com os filhos, os poucos momentos em que poderiam ser direcionados a criança acabam sendo afetados pela presença dos eletrônicos. Se a criança nunca se sentir interessante o suficiente para os pais com suas histórias e brincadeiras, isso pode vir a influenciar na autoestima, segurança, a proximidade com os pais, o desenvolvimento social e psicológico da criança.

O uso exacerbado pode causar diversos danos ao sujeito, como: ansiedade, insônia, falta de concentração, agressividade, problemas de visão (devido a exposição da tela), sedentarismo, tendinite, problemas na coluna por causa da postura, problemas na alimentação e até mesmo depressão.

O uso indiscriminado da tecnologia desconstrói o vinculo afetivo entre os membros da família, neste sentido, a ausência de referencia de natureza emocional dificulta o desenvolvimento da cognição no âmbito escolar, bem como, a substituição das atividades lúdicas tradicionais as quais tem a capacidade de favorecer os aspectos interpessoais, afetivos, e disciplinar da criança. 

Faz-se necessário compreender a função educativa e recreativa que a tecnologia pode ofertar como a estimulação da criança em assumir responsabilidades no manuseio; Visto que a anulação dos aparelhos na vida destas é algo extremante difícil, caberia como alternativa a utilização dos aparelhos conforme regras e horários estabelecidos pelo arranjo consensual entre a criança e os pais.

É importante lembrar que atenção é essencial para o desenvolvimento infantil, pelo celular não é transmitido afeto e, com isso, diminui a comunicação familiar. As conseqüências são percebidas futuramente, quando seu filho não responder ao carinho. É importante os pais prestarem mais atenção no exemplo que estão dando aos seus filhos.

Desde cedo é fundamental criar bons hábitos no uso da tecnologia, jamais substituindo o dialogo e as atividades off-line pelas on-line, um olho no olho e um abraço apertado, superam números de curtidas. 



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6 anos levando a notícia com responsabilidade.

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