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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Aos amigos leitores, bom Carnaval e até quarta!

Mais uma folia de momo bate a nossa porta, e com ela vem as lembranças da infância, marcada pelas divertidas brincadeiras de mela-mela com os amigos do Bairro da Boa Vista. Até parece que estou vivenciando as primeiras horas do sábado de Zé Pereira, que até hoje, nos meus atuais 35 anos não sei quem é o tal do Zé.

Lembro-me de tudo orquestrado, Tonho da venda colocando o chuveiro para a criançada tomar banho (e seus cliente também), ali eu já aguardava com  minha bomba d'água, feita com um cano de PVC, um pedaço de havaianas velha e um cabo de vassoura, não tinha nada melhor que isso.

No bolso esquerdo, colorau. No direito, maizena. Faltava os amigos chegarem para começarmos a batalha. Uma brincadeira saudável, onde imperava o coleguismo e o respeito com o próximo. Rua acima estava Zé de Andrade, escutando as marchinhas de carnaval na sua pickup Ford F-75 de cor verde, a qual ele chamava carinhosamente de "Esperança".

Na venda de Tonho não podia faltar uma dupla inseparável, meu pai Gildo e o seu amigo Lindolfo, com quem dividia aos domingos uma grade de Antarctica. Chegando perto das 10 horas, começavam a aparecer os primeiros papangus, com as mais variadas roupas, porém, com uma mesma característica, máscara de fronha de travesseiro e luvas de meia social.

Já chegando perto do almoço era hora de partir com os amigos, com nossas bombas em mãos, seguindo em direção a avenida, local do famoso banho feito com canos furados e de bico amassado. O nosso tempo ali era marcado pela primeira briga, coisa que não demorava muito a acontecer.

Esse carnaval de outrora é saudoso, nos faz ver como era bom vivenciarmos aquele momento, aquela época, totalmente diferente dos dias atuais. Mas, meus amigos, o intuito de lembrar os meus antigos carnavais foi para dizer que o tempo mudou, que o entusiasmo não é mais o mesmo, que a única coisa que se espera desta época nos dias de hoje é o descanso.

Portanto, caros amigos e leitores, peço licença a cada um de vocês para me ausentar durante a folia de momo. O tempo passou, hoje encontro-me com família constituída, que se ver obrigada a dividir o precioso tempo com o meu notebook [ferramenta de trabalho], e nesse caso, nada mais justo que passarmos esse período juntos. Fico por aqui, com a promessa de retornarmos na quarta, quarta-feira de cinzas, quarta-feira ingrata.


Bom Carnaval!


Atenciosamente,
Wagner Wilker

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6 anos levando a notícia com responsabilidade.

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