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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Morre o Jornalista e Escritor pernambucano, Geneton Moraes Neto

O pernambucano estava internado em hospital no Rio desde 5 de maio. O corpo do jornalista será cremado no Rio de Janeiro.

Blogueiro Wagner Wilker e o Jornalista Geneton Moraes Neto no 2º Alepe Digital 9Foto: Divulgação/Alepe)

Geneton Moraes Neto, 60, morreu nesta segunda-feira, em decorrência de complicações resultantes de um aneurisma na artéria aorta. O jornalista recifense estava internado desde o dia 5 de maio na Unidade de Terapia Intensiva da Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O sepultamento será na quarta-feira, no Memorial do Carmo, no Rio. O corpo será cremado.

Repórter especial da GloboNews desde 2006, Geneton acumulava mais de quatro décadas de atividade jornalística. O primeiro trabalho foi no Diário, quando tinha apenas 16 anos, em 1972. Sua relação com o jornal, no entanto, é mais antiga: aos 13 anos de idade, teve textos publicados no suplemento infantil Junior.

Nesses primeiros anos de profissão, registrou acontecimentos marcantes, como a apresentação de Caetano Veloso no Recife logo após o exílio e também o retorno de outro exilado célebre: o ex-governador Miguel Arraes.

A maior parte de sua carreira foi na TV Globo, onde ingressou nos anos 1980, primeiro na Rede Globo Nordeste, em que trabalhou como editor e repórter. De 1985 até 2016, desempenhou diversas funções na emissora: editor-executivo do Jornal da Globo e do Jornal Nacional, correspondente da GloboNews e do jornal O Globo em Londres e também repórter e editor-chefe do Fantástico.

Um dos grandes nomes do jornalismo nacional, Geneton escreveu livros-reportagens, dois deles em parceria com outro ícone da imprensa brasileira, Joel Silveira, e produziu também documentários. Fez também inúmeras entrevistas com personalidades nacionais e internacionais, incluindo políticos, artistas, cientistas etc. A extensa lista inclui seis presidentes da república, três astronautas que pisaram na Lua, o historiador Eric Hobsbawn, o cineasta Woody Allen, o escritor Rubem Fonseca e James Earl Ray, o assassino de Martin Luther King, entre outros.

Mais do que uma profissão, encarava o trabalho como paixão e atividade indispensável para a sociedade. Talvez a coisa que chegou mais perto de reproduzir a realidade seja o jornalismo", disse certa vez. Nos últimos anos, vinha se dedicando a produzir documentários, uma vocação que havia deixado de lado quando começou a trabalhar na TV.

Geneton deixa viúva, Elizabeth, três filhos, Joana, Clara e Daniel, e quatro netos, Beatriz, Dora, João Phellippe e Francisco.


Diário de Pernambuco



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6 anos levando a notícia com responsabilidade.

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