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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Autismo - Por Sueli Silva

A nossa leitura de hoje, tem o objetivo de aproximar alguns conhecimentos a respeito do Autismo, um problema que é muito mais comum e mais presente em nosso meio do que muita gente imagina. O Autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.

As causas do autismo ainda são pouco conhecidas, mas as pesquisas na área estão cada vez mais intensas. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham um papel chave nas causas do transtorno.

De acordo com a Associação Médica Americana, as chances de uma criança desenvolver autismo por causa da herança genética é de 50%, sendo que a outra metade dos casos pode corresponder a fatores externos, como o ambiente de criação. De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo.

Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Outros, ainda, determinam a gravidade dos sintomas. Quanto aos fatores externos que possam contribuir para o surgimento do transtorno estão a poluição do ar, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus, alterações no trato digestório, contaminação por mercúrio e sensibilidade a alguns componentes em vacinas (raro).

O número exato de pessoas com autismo ainda é desconhecido, porém um importante relatório publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA indica que o autismo e seus distúrbios relacionados são muito mais comuns do que se imagina. Não está claro se isso se deve a um aumento na taxa da doença ou à maior capacidade de diagnóstico do problema. Alguns médicos acreditam que a maior incidência de autismo se deve a novas definições do transtorno.

O termo "autismo" agora inclui um espectro mais amplo de crianças. Por exemplo, hoje em dia, uma criança diagnosticada com autismo altamente funcional poderia ser simplesmente considerada tímida ou com dificuldade de aprendizado há 30 anos. A maioria dos pais de crianças com autismo desconfia que algo está errado antes de a criança completar 18 meses de idade e geralmente busca ajuda antes que ela atinja 2 anos, o que é de grande importância.

As crianças com autismo normalmente têm dificuldade em: Brincar de faz de conta, interações sociais, comunicação verbal e não verbal. Algumas crianças com autismo parecem normais antes de um ou dois anos, mas de repente "regridem" e perdem as habilidades linguísticas ou sociais que adquiriram anteriormente.

Esse tipo de autismo é chamado de autismo regressivo. Uma pessoa com autismo pode: ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensíveis (por exemplo, eles podem se recusar a usar roupas "que dão coceira" e ficam angustiados se são forçados a usá -las), ter uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança de rotina, fazer movimentos corporais repetitivos, demonstrar apego anormal aos objetos.

Os sintomas do autismo podem variar de moderados a graves, geralmente os problemas de comunicação podem incluir: Não poder iniciar ou manter uma conversa social, comunicar-se com gestos ao invés de palavras, desenvolver a linguagem lentamente ou não desenvolvê-la, não ajustar a visão para olhar os objetos que as outras pessoas estão olhando, não apontar para chamar a atenção das pessoas para os objetos (geralmente acontece nos primeiros 14 meses de vida), repetir palavras ou trechos memorizados, usar rimas sem sentido), não participa de jogos interativos, não faz amigos, é retraído, pode não responder ao contato visual, prefere ficar sozinho, não se assusta com sons altos, podem achar ruídos normais irritantes e dolorosos e chegar a cobrir os ouvidos com as mãos, prefere brincadeiras individuais, demonstra pouco interesse, é hiperativo ou muito passivo.

Existem diversos sintomas e sinais que podem indicar autismo mas não há uma definição e nem sempre a criança apresentará todos eles. É importante a atenção e observação principalmente no primeiro ano de vida da criança e se perceber alguma alteração no comportamento, converse com um médico que ele orientará corretamente, indicando os exames e acompanhamento adequado se for necessário.

Também existem muitas organizações de pais e profissionais que unidos procuram conhecer melhor e mais de perto o problema, dividindo suas vivências, descobrindo novas formas de lidar, compartilhando emoções descobrindo novos caminhos.

Fonte : Manual dos Distúrbios Mentais (O.M.S).




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6 anos levando a notícia com responsabilidade.

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