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sábado, 9 de abril de 2016

Há 50 anos, Bonito perdia Dr. Alberto d'Oliveira

Hoje, a principal Avenida e o Hospital do Bonito levam o nome de Alberto d'Oliveira.

Há 50 anos, em 9 de abril de 1966, falecia um dos homens mais íntegros que a sociedade bonitense já conheceu, o Dr. Alberto d'Oliveira. Médico e Político, Alberto d'Oliveira prestou incalculáveis serviços ao município. Para marcar a passagem dos 50 anos de seu falecimento, o blog bonito360graus trás agora um pouco da história do Dr. Alberto Baptista d'Oliveira.

Alberto Baptista d'Oliveira, nasceu no dia 10 de março de 1895 no Recife. Era filhos de Floriano d'Oliveira e de Beatriz Guilhermina.

Iniciou os estudos primários com sua genitora, e, posteriormente, com a sua tia, Tereza Miranda. Concluiu o curso primário em 1908, matriculou-se, em seguida, no Ginásio Pernambuco, onde fez todo o curso de Humanidades. Este curso tinha duração de seis anos, e, após concluído, conferia ao aluno o título de Bacharel em Ciências e Letras. Concluídos os estudos de Humanidades, optou pelo curso de Medicina, para tal intento, era necessário fazer o exame de admissão (espécie de vestibular) no Rio de Janeiro, para onde viajou, em 1914. Não logrando aprovação, regressou a Pernambuco. Em 1915, voltou aquela cidade, afim de prestar o tal exame, tendo sido aprovado com pontos elevados. Desta feita, matriculou-se no curso médico iniciando a sua graduação.

Quando cursava o sexto ano, por intermédio do Dr. Henrique Autran, serviu na Saúde Pública, como acadêmico vacinador. Depois, frequentou a Nona Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia, bem como, a Décima Terceira de Cirurgia, além da Maternidade das Laranjeiras.

No dia 29 de dezembro de 1920, recebeu das mãos do Dr. Alfredo Pinto, à época Ministro da Justiça, o diploma de Médico. Antes do evento, defendera tese, sob rigorosa banca, presidida pelo professor Nascimento Gurgel. Em seguida, embarcou para Pernambuco, em 11 de janeiro de 1921, sendo aqui recebido pelos parentes.

Na impossibilidade de clinicar no Recife, procurou o interior. Esteve em Itambé, onde permaneceu apenas quinze dias. Regressou ao Recife, encontrando-se aí com o Bel. Renato Fonseca, Juiz Municipal do Bonito, o qual o incentivou a clinicar nessa cidade. No Bonito foi recebido calorosamente, no dia 11 de abril, pelos senhores Juiz Municipal, Promotor Público Dr. Nestor Varejão, pelo Delegado de Polícia e inúmeras pessoas.

Casou-se na Igreja de São Sebastião no dia 25 de fevereiro de 1924, com a Professora Pautila Jordão. Quando da inauguração do Hospital São Vicente de Paula, assumiu sua direção até 14 de novembro de 1930, quando a revolução o demitiu da Profilaxia Rural, e, por esta razão, da diretoria do Hospital bonitense. Apoiado pelo Cel. Joaquim Roberto Pereira, foi eleito Prefeito do Bonito em 1925, assumindo a chefia da municipalidade em 15 de novembro daquele ano, desempenhando o cargo por três anos. ao tempo do Estado Novo, foi nomeado Prefeito do Bonito, em 1944, pelo então Interventor Agamenon Magalhães.

 Casa onde funcionou o consultório médico de Dr. Alberto d'Oliveira, localizada na Avenida que também leva o seu nome

Placa do consultório médico do Dr. Alberto d'Oliveira guardada por muitos anos e colocada de volta no final de 2013, onde funcionou o consultório médico

Solenidade de aposição da placa com seu nome na fachada do Hospital do Bonito no dia 30 de outubro de 1966

Dr. Alberto d'Oliveira acompanhado de colegas de partido em viajem oficial à Bezerros para encontrar com o Governador Barbosa Lima, década de 40  



Fonte: Livro: Bonito das Caçadas às Indústrias - Flávio José Gomes Cabral
Imagens: Acervo pessoal do Dr. Lucídio José de Oliveira



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6 anos levando a notícia com responsabilidade.

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