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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O CÃO-GUIA E A PESSOA CEGA - POR SUELI SILVA


Os cães são presenças importantes em nossas vidas. Eles chegam até a fazer parte da família e muitos possuem um lugar especial dentro dela. Há alguns que fazem muito mais do que dar amor, carinho e alegria pois eles se tornam companheiros indispensáveis na hora do passeio. São os famosos cães­-guia que já foram estrelas em novelas e cinemas chamam a nossa atenção por onde passam e acima de tudo prestam um papel social essencial para a vida dos deficientes visuais.

As responsabilidades de um cão-­guia:

O cão-­guia tem uma grande responsabilidade e o seu principal trabalho é ajudar o deficiente visual a se locomover com segurança em qualquer espaço e ele deve ser aceito em qualquer lugar público, inclusive em particulares como restaurantes e outros ambientes. A Lei no 11.126 de 27 de junho de 2005 assegura que a Pessoa com Deficiência Visual usuária do cão-­guia tem o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e estabelecimentos públicos e provados de uso público, podendo acontecer penalidades para os que se posicionarem o contrário. O treinamento de um cão-­guia exige muito tempo e um alto custo financeiro. As regras que eles devem aprender são muitas e entre elas podemos citar:

Aprender a se posicionar sempre à esquerda e um pouco à frente do dono; 
Ir para qualquer direção somente quando for ordenado; ­ Não se distrair com cheiro de comida ou com outros animais; 
Ajudar o dono a pegar um transporte público; 
Aguardar em silêncio enquanto o acompanhante está parado em algum lugar; ­ Desviar de caminhos com obstáculos como buracos, entulhos, postes ou uma elevação; ­
Quando se deparar com uma escada ou qualquer outra elevação deve parar no local e aguardar ordem para seguir adiante;

O treinamento de um cão-­guia é tão especializado e importante que ele reconhece, até mesmo, quando deve desobedecer uma ordem quando notar que ela pode trazer perigos para si ou para o acompanhante. Ele não trabalha apenas. É preciso que o cachorro também tenha os seus momentos de lazer e que o seu dono dê bastante carinho e atenção a ele. Os dois devem manter uma relação de amizade , companheirismo e muita confiança.

O trabalho de adestrar um cão­-guia é de responsabilidade de escolas especiais que, em sua maioria, são financiadas pelo governo e por isso podem ofertar os serviços do pet sem cobrar nada por ele. O que é um alívio, pois é um serviço muito caro e que muitos deficientes não poderiam pagar. As escolas possuem várias funções como: criar filhotes para que um dia se tornem cães­-guia, treinar instrutores, treinar os acompanhantes, decidir quando o cão-­guia deve se aposentar e quando isso acontecer, deve ser encontrado um novo lar para ele. Não é qualquer raça que pode se tornar um cão-­guia. Para tanto, é preciso ter características especiais como afabilidade, força, inteligência e adaptabilidade. As raças que mais se encaixam nesse perfil são: o Labrador, o Golden Retriever e o Pastor Alemão. Porém, mesmo que sejam de uma dessas raças citadas, nem todos os filhotes conseguem se estabelecer como cão­-guia. Porém, as suas habilidades não são desperdiçadas e eles acabam sendo treinados para serem acompanhantes de idosos, cadeirantes e outros.

O adestramento de um cão-­guia é muito rigoroso e gradativo durando cerca de 2 anos. Esse tipo de treinamento utiliza métodos de recompensa quando o cão faz o que lhe é pedido da maneira correta e da punição quando algo de errado é feito. O cão é recompensado com carinhos, brinquedos, mas nunca com alimentos ou petiscos, pois eles não podem perder o foco por causa de uma guloseima.

Nem todos os cães que passam pelo treinamento são aprovados. Cerca de 25% (dependendo da escola) não se tornam aptos para o trabalho. Os que conseguem se formar estão prontos para finalmente conhecerem os seus donos. Esse encontro não acontece de maneira aleatória, por exemplo, quando o cachorro tem mais energia ele é indicado para uma pessoa jovem. O deficiente deve manter uma relação inicial pelo período de um mês para que ele também receba o treinamento adequado. Durante esse tempo o treinador do cachorro deve estar presente.

Assim como nós, seres humanos, os cachorros mais velhos também têm o seu rendimento reduzido: a audição e a visão já não são as mesmas de anos atrás e é chegada a hora de terem um descanso depois de tantos anos de trabalho. Em média, os cães-­guia se aposentam com idade entre 8 a 10 anos. Quem deseja adotar um ex-­guia deve entrar numa lista de espera.

Há um grande contraste entre a quantidade de deficientes visuais em nosso país se comparado a quantidade de cães-­guia disponíveis. Como a procura é grande e a oferta é pequena, o deficiente visual deve entrar numa fila de espera que conta com mais de dois mil solicitantes e aguardar a sua vez.

Para conseguir um cão­-guia, a pessoa deve estar dentro de alguns critérios básicos: 

Deve ser legalmente cego; 
Deve ter boa saúde física e psicológica; ­
Ter estudado ou estar cursando o Fundamental II; ­
Conseguir manter o animal com alojamento e alimentação;
 Ter como único propósito para adotar um cão­guia a mobilidade;
O cachorro não deve se distrair no momento de trabalho, portanto quando ele estiver usando a guia não toque nele, nem mesmo para fazer carinho.

Apenas o acompanhante pode alimentá-­lo, jamais dê comida para qualquer cão­-guia. Quando você precisar falar com alguém que esteja acompanhado de um cão­-guia faça pelo lado direito deixando o esquerdo livre para o pet. E por fim, não faça nada com o cachorro sem antes pedir permissão ao seu dono. É por essas e outras que o CÃO É CONSIDERADO UM GRANDE AMIGO DO HOMEM, e PARA MUITOS, ELE É O MELHOR.






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6 anos levando a notícia com responsabilidade.

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