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domingo, 25 de outubro de 2015

DISCURSO DO SENADOR DOUGLAS CINTRA - AGRACIADO COM O TÍTULO DE CIDADÃO BONITENSE

"Meus amigos e minhas amigas do Bonito, minhas primeiras palavras são para registrar a minha gratidão, e a minha felicidade por este título de "Cidadão Bonitense", concedido pela Câmara Municipal do Bonito!

E, por falar em palavras, não conheço nenhum outro lugar, que faça tanta justiça ao próprio nome como esta cidade. Os encantos das suas paisagens naturais, e as qualidades humanas do seu povo, desde sempre me apaixonam, e são motivo da minha sincera admiração.

Procuro traduzir concretamente esses sentimentos na minha participação no Grupo Sabiá da Mata/Cepab - Centro de Educação e Preservação Ambiental do Bonito, no qual, graças à generosidade dos colegas, ocupo a presidência do Conselho Consultivo, e onde tenho a honra de conviver com ambientalistas, como o prezado amigo Zenóbio.

Nessa qualidade, atendi ao honroso convite para prefaciar a obra Bonito: História e Ecologia, fruto de esforço multidisciplinar, abrilhantado pelas belíssimas fotos do jornalista Kleber de Burgos, também organizador do livro, cuja publicação foi patrocinada pelo nosso grupo.

Quem folheia aquelas páginas, mesmo sem nunca ter tido o privilégio de estar aqui, compreende porque é tão fácil se apaixonar por este autêntico pedacinho do céu na terra, encruzilhada bendita entre a Mata Atlântica e o Agreste.

Ninguém, repito, é capaz de permanecer insensível a tamanho espetáculo de biodiversidade, tantos são os testemunhos da generosidade que a natureza prodigalizou ao Bonito, tais como:

- O espetáculo as águas dos rios Bonito, Verdinho, do Prata e Camevô, as cachoeiras de Humaitá, Poço Dantas, Barra Azul, do Encanto, da Tomada do Mágico e véu da Noiva, a Lagoa Araticum; os riachos Água Vermelha, Capema e do Brejão, ou o verdor, a delicadeza das flores, a imponência e o frescor da sombra das suas árvores, a exemplo da sucupira, do visgueiro, do jacarandá, do pau ferro, do pau d'arco, do frei jorge, do pau-brasil, da timbaúba, do cedro, da massaranduba, da aroeira, do juazeiro, do angico ou da braúna; ou ainda o show de sons e cores encenado a cada manhã e a cada entardecer com suas aves, entre as quais, o sabiá-gongá, a garça-vaqueira, o beija-flor-rabo-de-tesoura, o beija-flor-de-garganta-verde, o socó-boi, o bico-de-agulha, o caneleiro-verde, o bem-te-vi-de-cercado, o sangue-de-boi, a juriti-gemedeira, o rouxinol, o caburê, o papa-capim, o sanhaçu-do-azul, o verdelim e o xexéu-de-bananeira.

Ao lado desses e de inúmeros esplendores naturais, o bonito exibe a sua autenticidade das suas tradições, da sua cultura, o bom gosto e o empreendedorismo do seu povo, que se manifestam nos artesanatos de renda, bordados, bonecas de pano, santos de barro, gamelas de madeira e xilogravuras; nas flores cultivadas na Colônia Japonesa; na produção agrícola, especialmente do Inhame; na gastronomia; no colorido vibrante das cavalhadas; na animação dos grupos de coco, ciranda, quadrilha junina, bumba-meu-boi e caboclinhos; nas inesquecíveis festas de São Sebastião, São João, São Pedro e nossa Senhora da Conceição.

Minhas senhoras e meus senhores

Estou convicto de que os bonitenses merecem os aplausos e a atenção de todos os brasileiro, quer pela maturidade de sua consciência socioambiental; quer pela sua responsabilidade no cuidado do patrimônio natural e cultural a ser legado às próximas gerações; quer, ainda, pela sua visão lúcida do que isso significa em termos material e bem-estar coletivo, graças às oportunidades de emprego e geração de renda presentes no ecoturismo e no turismo histórico, como atestam seus confortáveis hotéis e suas acolhedores pousadas.

Ao lado do oásis pessoal e familiar que esta terra abençoada representa, iluminando e dando sabor à minha vida, esse conjunto de experiências bonitenses também serve como preciosa referência inspiradora à minha produção legislativa e à minha atuação parlamentar no Senado da República. Meu trabalho ali se desenvolve ao longo de dois eixos prioritários: de um lado, a preservação ou conservação do meio ambiente natural; de outro, a interiorização do desenvolvimento - esta é uma bandeira que abraço resolutamente, dando continuidade à ênfase que sempre lhe atribui o titular da cadeira que ocupo, meu correligionário, amigo e Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, senador Armando Monteiro Neto.

Exemplo do primeiro são a minha participação na recém-criada frente parlamentar mista em defesa das energias renováveis: e também o meu trabalho, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), como relator do Projeto de Lei da Câmara (PLC), nº 2/2015, de autoria do Poder Executivo, sancionado em Lei a menos de um mês pela presidente. Esse diploma "regulamenta artigos da Constituição Federal e da Convenção sobre Diversidade Biológica, dispondo sobre o acesso ao patrimônio genético; sobre a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional; e sobre a repartição de benefícios para conservação e uso sustentável da biodiversidade".

Exemplos do segundo são a realização do seminário "O Arranjo Produtivo Local de Confecções e o Turismo como Vetores do Desenvolvimento da Região do Agreste", ocorrido em novembro passado na Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic): em segundo lugar, o trabalho da frente parlamentar mista em defesa do artesão, que destravou o andamento do Projeto de Lei do Senado (PLS), nº 136/2009 (PL nº 7755/2010, na Câmara dos Deputados), cuja sanção pela presidente da República aconteceu hoje, e, em terceiro lugar, o meu relatório ao PLS nº 256/2015, acolhido por unanimidade como parecer da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Este projeto, da lavra da minha ilustre colega sergipana senadora Maria do Carmo Alves, cria o programa de certificação do artesanato brasileiro, com a finalidade de atestar a origem e a efetiva condição de produto artesanal, valorizando, assim, o trabalho dos mais de 10 milhões de artesãs e artesão de todo o País.

Emfim, o Bonito, sua natureza e o seu povo, tão dignamente representados pelos membros desta Casa legislativa, sempre foram e sempre serão, para mim, fonte inesgotável de encanto, de crescimento pessoal e de responsabilidade cívica. Uma escola de vida, que a gente ama tanto que dela jamais consegue ou quer se formar. Dai a minha imensa alegria e o meu sincero agradecimento pelo honroso título que agora recebo.

Aproveito o momento propício, para anunciar que nessa semana, consegui colocar no orçamento impositivo de 2016, ou seja, com obrigação de ser executado, o valor de R$ 650.000,00 para compra de equipamentos para manutenção das nossas estradas da zona rural.

Que o Senhor continue a abençoar esta terra e este povo, agora e sempre!

Muito Obrigado!


Senador Douglas Cintra
Bonito, 23 de outubro de 2015













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