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quarta-feira, 11 de março de 2015

Protestos do MST fecham cinco rodovias federais em Pernambuco

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) realizam, na manhã desta quarta-feira, uma manifestação na BR-104. no Agreste de Pernambuco. O protesto acontece na saída do município de Agrestina, sentido Cupira. Foto Davi Morais

Com pneus queimados, os manifestantes fecharam a rodovia, que corta sete cidades pernambucanas: Taquaritinga do Norte, Toritama, Agrestina, Caruaru, Cupira, Panelas e Quipapá. Um grande congestionamento foi formado e uma intensa nuvem de fumaça preta pode ser vista na região.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), diversas rodovias amanheceram interditadas pelo MST na manhã desta quarta-feira. Além da BR-104, (fechada nos trechos no quilômetro 43, em Lampião e no quilômetro 100, entre Agrestina e Cupira), estão bloqueadas a BR-101, na altura do quilômetro 01, na divisa com a Paraíba; a BR-232, no quilômetro 29, em Moreno, nas imediações do Parque Aquático; a BR-316, no quilômetro em Petrolândia; a BR-408, no quilômetro 72 entre Tiuma/Paudalho.

Ao longo desta semana, o MST vem realizando diversas mobilizações das mulheres camponesas. Até o momento, mais de 20 mil Sem Terra participaram das ações em 21 estados brasileiros, com marchas, ocupações e trancamento de rodovias nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Sul, Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Goiás, Alagoas, Sergipe, Mato Grosso, Tocantins, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Piaupi, Pará, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas, em que denunciam o modelo do agronegócio no campo brasileiro e propõem a agroecologia como alternativa ao capital estrangeiro na agricultura.

Em Pernambuco, centenas de Sem Terra também ocuparam agências da Caixa Econômica e BNB no estado, na terça-feira passada. As ações dão continuidade às mobilizações iniciadas pelas mulheres no estado. Os camponeses exigem agilidade no Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) e criticam o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) que, segundo o MST, não atente nem contempla as necessidades das famílias assentadas.

Na segunda-feira passada, no Recife, mais de 600 mulheres do MST, da Pastoral da Juventude Rural (PJR), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Levante Popular da Juventude e Marcha Mundial das Mulheres (MMM) ocuparam a sede do Ministério da Agricultura e a Secretaria de Agricultura do Estado.


Fonte: diariodepernambuco.com.br

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